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Artigo / Vida Cristã / Mauro C. Graner
O coração do homem
"Você não tem parte nem direito algum neste ministério, porque o seu coração não é reto diante de Deus."

O CORAÇÃO DO HOMEM

“Acima de tudo, guarde o seu coração pois dele depende toda a sua vida...Raça de víboras, como podem vocês, que são maus, dizer coisas boas? Pois a boca fala do que está cheio o coração... O SENHOR, contudo, disse a Samuel: “Não considere sua aparência nem sua altura, pois eu o rejeitei. O SENHOR não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o SENHOR vê o coração... O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo? ...Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus.” (Pv. 4:23; Mt. 23:34; I Sm. 16:7; Jr. 17:9; Mt. 5:8) (NVI).

A CIDADELA DO CORAÇÃO

(Coração significa a alma, a sede dos sentimentos)

A doença cardíaca é hoje nos Estados Unidos, a que mais mata. Mais de 1 milhão de pessoas sucumbiram, no ano passado, diante desta terrível doença, e outros trinta milhões já estão atualmente sofrendo desta afecção, somente naquele país. Apesar destes números esmagadores, o coração é o órgão mais essencial e durável do corpo. É igualmente potente, senão não poderia bombear dez mil litros de sangue através do sistema circulatório a cada vinte e quatro horas, e manter o ritmo por toda a vida.

Assim como o coração físico, que é realmente uma bomba muscular, constitui a fonte central de sangue vivificante para o corpo, o vocábulo “coração” era usado pelos antigos para identificar a sede da vida espiritual, o centro da sensibilidade moral da alma. Constitui o habitat focal da vida pessoal, as vertentes dos desejos, motivos e decisões éticas. Incluem-se os processos mentais, pois afirma o sábio: “Como imagina em sua alma, assim ele é.” Pv. 23:7.

No oitavo capítulo de Atos está o registro de um homem chamado Simão, que tinha elevado o conceito de si mesmo. Simão era um membro batizado, mas não era um crente regenerado. A fim de levar a efeito seus próprios esquemas, ofereceu dinheiro a Pedro para comprar o Dom do Espírito Santo. Respondeu Pedro corajosamente: “Você não tem parte nem direito algum neste ministério, porque o seu coração não é reto diante de Deus.” (NVI).

O Dom que Simão queria era bom, mas o seu motivo era errado. Ele queria este poder com o fim de usá-lo para seus próprios interesses e ambições egoístas. Pedro não apenas disse que ele tinha o coração errado, mas também que ele era “uma erva amarga e um fardo de perversidade”. Mesmo com esta clara repreensão, Simão, em vez de orar por perdão, pediu somente escape de punição. Sua dificuldade estava na cabeça, mas no coração.

Para gozar de cuidadosa proteção, o coração está encaixado no mais íntimo e protegido lugar do corpo. E quando ele vai à falência, tudo sucumbe, morre, perece. É o coração que controla os nossos pensamentos, palavras e ações; que faz as nossas escolhas e decide o nosso destino final. O que, então, pode ser mais importante do que o cuidado e a proteção do coração? Tem você dado, ultimamente, séria atenção ao que entra e sai pelas portas do coração? Se não, que melhor hora do que agora para reparar esta negligência fatal?

O CORAÇÃO ORGULHOSO

“A vida de pecado dos ímpios se vê no olhar orgulhoso e no coração arrogante.” (Pv. 21:4) (NVI).

O desdém (Dic. - desprezo com orgulho, altivez, arrogância), a arrogância, e a presença altiva, são evidências do coração orgulhoso. O coração orgulhoso, centralizado em si mesmo, é desagradável a Deus. Este espírito de orgulho, que freqüentemente acompanha os que de alguma forma se julgam superiores, é um tipo de idolatria, porque honra a criatura acima do Criador.

Foi este tipo de engrandecimento próprio que, ao germinar no coração de Lúcifer, ativou sua ambição de procurar o lugar mais alto no Céu. Houve guerra e, então, Deus baniu a Satanás com esta ordem: “Seu coração tornou-se orgulhoso por causa da sua beleza, e você corrompeu a sua sabedoria por causa do seu esplendor. Por isso eu o atirei à terra...” (Ez. 27:17a) (NVI). Talvez Salomão estivesse pensando nesta maior de todas as tragédias quando escreveu: “O orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda.” (Pv. 16:18) (NVI). Ao buscar exaltar-se e ganhar o controle dos seres celestiais, arrebatando-os do Criador, Satanás trouxe ao mundo desgraça indizível e perdição eterna sobre si mesmo e todos os que o seguem.

Já se afirmou sabiamente que o desânimo e o orgulho são as armas mais penetrantes que Satanás usa para separar os homens de Deus. A despeito de repetidas advertências de que o orgulho é um mortífero traço de caráter (Dic. - qualidade própria a certos modos de ser ou estados de uma pessoa, índole), todas as gerações têm sido testemunhas de seres humanos que se tornaram orgulhosos e altivos (Orgulhoso, arrogante) somente para cair dos píncaros (o ponto mais elevado) da supremacia às profundezas da degradação. Alguns mortais – Nabucodonozor, Alexandre, Napoleão e Hitler, para mencionar alguns – orgulhosos e poderosos deram passos colossais no mundo, somente para encontrar desastre e desgraça nas areias movediças do esquecimento. “Oh, por que deveria ser orgulhoso o espírito do mal?”.
Duros juízos têm sido lançados sobre o orgulho. Alexander Pope chamou-o “o vício infalível dos tolos”. Martin Tupper comparou-o a um “verme venenoso enrolado nos alicerces da alma”. Horace Smith declarou que “quando o homem pensa o melhor de si mesmo, então Deus e os homens pensam o pior dele”. É este o tipo de orgulho que satanás inculca. Produz pretensão e arrogância e leva os que cultivam a desdenhar daqueles que lhes são iguais em riqueza, educação, cultura ou posição social.

Certa vez ouviu-se um jovem dizer: “Eu me tornaria cristão se pudesse fazer depois tudo o que quisesse”. Se você abriga um coração que busca a auto-satisfação, ele não lhe dará paz até que você o entregue a Deus.

O CORAÇÃO MATERIALISTA

Então lhes disse: “Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens”. (Lc. 12:15) (NVI)

Este texto constitui uma advertência aos ricos e um conforto aos de poucas posses. A parcimônia (Dic. - s. f. Qualidade de parco, ato de poupar; economia) e a ética do trabalho saudável são virtudes cristãs louváveis. Mas ajuntar vasta riqueza material não é. Os discípulos de Jesus se surpreenderam quando Ele lhes disse: “Jesus olhou ao redor e disse aos seus discípulos: “Como é difícil aos ricos entrar no Reino de Deus!” (Mc. 10:23) (NVI). Naturalmente, não é que as riquezas sejam más em si mesmas; antes, porque as grandes fortunas dificilmente são acumuladas, a menos que agarradas por ganância e outros meios desonrosos e desonestos. O coração egoísta, materialista, nunca se afina com Deus.

Para ilustrar os resultados catastróficos se seguir os ditames de um coração cobiçoso, materialista, Jesus contou a parábola de um homem rico que tinha uma fazenda muita rendosa. Quando os lucros se tornaram tão abundantes que seus armazéns não teriam lugar para guardar tudo, ele começou a conversar consigo mesmo: “Então lhes contou esta parábola: “A terra de certo homem rico produziu muito. Ele pensou consigo mesmo: ‘O que vou fazer? Não tenho onde armazenar minha colheita’. “Então disse: ‘Já sei o que vou fazer. Vou derrubar os meus celeiros e construir outros maiores, e ali guardarei toda a minha safra e todos os meus bens. E direi a mim mesmo: Você tem grande quantidade de bens, armazenados para muitos anos. Descanse, coma, beba e alegre-se’. “Contudo, Deus lhe disse: ‘Insensato! Esta mesma noite a sua vida lhe será exigida. Então, quem ficará com o que você preparou?’ “Assim acontece com quem guarda para si riquezas, mas não é rico para com Deus”. (Lc. 12:16-20) (NVI).

Este homem insensato e infeliz tentava alimentar a alma com egoísmo, luxo e libertinagem. Antecipava uma longa vida de descanso, glutonaria, e satisfação própria. Ignorava a Deus, a eternidade, e a própria alma. Seu fim foi súbito, repentino, inesperado, veio como a única recompensa ao seu coração rapinante e materialista.

Em maio de 1.980, o monte Saint Helens, pico vulcânico majestoso, inativo por 123 anos, explodiu em uma erupção violenta. Trinta pessoas morreram sob os gases venenosos e as cinzas incandescentes que caíram como uma saraivada de fogo. Alguns teriam escapado se tivessem fugido a tempo. Entre os mortos estava um velho grisalho que recusou abandonar sua casa na encosta do monte. Ali estavam todas as suas posses terrenas. Ademais, ele fez gracejo da perspectiva de um holocausto. Hoje, ele e todas as suas posses jazem debaixo de quatro metros de cinzas. Quantos há que, como este velho montanhês, hão de perecer no lago de fogo porque confiaram em posses materiais!

O CORAÇÃO INVEJOSO

“...o ciúme é tão inflexível quanto a sepultura. Suas brasas são fogo ardente, são labaredas do Senhor.” (Ct. 8:6b) (NVI).

O coração ciumento ou invejoso não é reto à vista de Deus. O ciúme e a inveja são irmãos gêmeos e igualmente corrosivos para a alma; constituem o monstro de olhos verdes, de Shakespeare. J. Dryden deu-lhes o nome de icterícia amarela da alma – (Dic. Icterícia = Sintoma que pode ter várias causas, caracterizado pela cor amarela da pele e conjuntivas oculares.)

O ciúme, ou inveja, é o relutante reconhecimento da incompetência que despe a mesquinhez e penúria do espírito. Com freqüência, é como se fosse um elogio não intencional que o inferior confere ao superior. Foi comparado, por Willian Wanley, às flechas dos índios, tão “envenenadas que, se espetarem a pele, é grande o perigo; mas, se fizerem jorrar o sangue, é morte certa”.

A inveja é um vício singular por ser auto-gerada. Abriga no coração, ela se alimenta de suspeita e temor; no entanto, como um bloco de gelo escondido no íntimo, a ninguém ela gela tanto como o próprio possuidor.

Como explicar um pecado tão prejudicial e tão geralmente detestado, e, ainda assim, quase tão universal? As escrituras Sagradas e a história da humanidade desde o Éden o explicam. Foi o ciúme, ou inveja, no coração do arqui-demônio que precipitou a rebelião no céu. A inveja levou ao primeiro homicídio. Arão e Miriã, cegados pelo ciúme, ou inveja de Moisés, seu irmão, instigaram revolta em Israel, no deserto. O ódio implacável e fervente que Saul tinha de Davi foi ativado pelo ciúme do posto e do poder. Os líderes eclesiásticos em Jerusalém tinham ciúme da influência de Jesus sobre o povo. Foi este ciúme que finalmente O pregou na cruz.

O ciúme, ou inveja, continua ainda hoje a gerar os atos viciosos de violência. Não é raro a imprensa trazer notícias de chocantes atos de malícia, como a tortura e mutilação de vítimas infelizes. Como sugere o nosso texto, estas atrocidades resultam de temperamentos inflamados e alimentados pelo monstro de olhos verdes.

Nas empresas em geral, ciúmes e invejas imperam no coração daqueles homens que prejudicam seus companheiros a fim de os impedirem que subam de cargo. Agem assim por se sentirem ameaçados e rebaixados. Muitos desempregados nem sequer conseguem uma entrevista, por serem eliminados logo que são vistos como suposta ameaça por aquele funcionário que pega seu currículo e etc.

É triste admitir que, muito freqüentemente, o ciúme, ou inveja, é um pecado disfarçado, importunador, que vai à igreja. Não é de admirar, que ele é, à semelhança de seu parente chegado – a cobiça – uma fraqueza particular, prevalecente, que poucos se dispõe a dominar e confessar: “Se você fizer o bem, não será aceito? Mas se não o fizer, saiba que o pecado o ameaça à porta; ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo.” (Gn. 4:7) (NVI). É uma paixão tão cheia de covardia e vergonha que dificilmente alguém quererá reconhecer. É um sentimento maligno: “Mas, se tendes amargo ciúme e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. Porque onde há ciúme e sentimento faccioso, aí há confusão e toda obra má.” (Tg. 3:14-16). Na versão da Bíblia (NVI), traduz-se: “Contudo, se vocês abrigam no coração inveja amarga e ambição egoísta, não se gloriem disso, nem neguem a verdade. Esse tipo de “sabedoria” não vem dos céus, mas é terrena; não é espiritual, mas é demoníaca. Pois onde há inveja e ambição egoísta, aí há confusão e toda espécie de males.”

Embora seja mais difícil dominá-lo do que dominar os “lobos ferozes do deserto”, não está além do alcance de uma vontade determinada e da habitação do espírito Santo. Como outros hábitos que corroem a alma, o ciúme tem que ser dominado se for enfrentado numa guerra total. Nesta luta crucial, é auxilio assegurado ao cristão na infalível promessa: “Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta.” (Mt. 7:7) (NVI).

O CORAÇÃO INFIEL

“Diz o tolo em seu coração: “Deus não existe... Eles não serão como os seus antepassados, obstinados e rebeldes, povo de coração desleal para com Deus, gente de espírito infiel... Pois as boas novas foram pregadas também a nós, tanto quanto a eles; mas a mensagem que eles ouviram de nada lhes valeu, pois não foi acompanhada de fé por aqueles que a ouviram... Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam” (Sl. 14:1; Sl. 78:8; Hb. 4:2; Hb. 11:6) (NVI).

A palavra original hebraica original aqui traduzida como “tolo”, sugere uma pessoa deficiente mental ou moralmente, talvez ambas – uma pessoa daltônica quanto aos valores religiosos. Os descrentes mostram às vezes uma aparência exterior de respeito a Deus, por razões sociais ou econômicas, enquanto o seu coração incrédulo não permitem um lugar para a fé nEle. Corações ateus e infiéis não se acertam com Deus.

Nosso texto não diz que a infidelidade está na cabeça, mas no coração. O verdadeiro problema do infiel não consiste tanto em uma cabeça defeituosa ou um intelecto deficiente em sua moralidade manchada. Assim, pois, quando um professo ateu diz que não há Deus, está expressando um desejo íntimo, talvez subconsciente, de que isto fosse verdade. E em muitos casos ele nutre, alimenta a esperança de que Deus não exista simplesmente porque não quer abandonar seus hábitos e práticas pecaminosos e egoísticos. Sua vontade obstinada procura escapar de obedecer aos mandamentos de Deus, por causa da culpa de os haver quebrantado. Este desejo compreensível de escapar da responsabilidade por haver violado a lei moral já levou muitos ao ateísmo voluntário.

Um notável exemplo do coração infiel encontra-se nos escritos do já falecido e bem conhecido evolucionista Aldous Huxley: “eu tinha motivos para querer que o mundo tivesse significado.... Para mim, bem como para muitos dos meus contemporâneos, tal filosofia era essencialmente um instrumento de libertação... de um sistema de moralidade. Fazíamos objeção à moralidade porque ela interferia com a nossa... liberdade.”

O coração infiel, amante de hábitos pecaminosos, confortável para pecadores, procura desculpas para continuar a saborear e desfrutar os prazeres da injustiça. Mas quando o coração é convertido para a justiça, a fé e a confiança em um Deus infinito tornam-se as coisas mais razoáveis do mundo.

Um exame da História há de demonstrar que em tempos de grande perigo todos anseiam desesperadamente pela proteção e ajuda da Divina Providência. Foi amplamente noticiada a afirmação do General Douglas MacArthur, durante a 2ª Guerra Mundial: “Não há ateus nos esconderijos de Bataan.” Mesmo Platão, o filosofo grego, admitiu a tentação universal de olhar para o céu em tempos de perigo: “Poucos homens são tão obstinados em seu ateísmo que, diante de arrasador perigo, não sejam compelidos a reconhecer um poder divino.” Como Juliano, o Apóstata, em seus últimos momentos, eles clamam: “Tu venceste, ó Galileu!”

O CORAÇÃO COMPREEENSIVO

“Dá, pois, ao teu servo um coração cheio de discernimento para governar o teu povo e capaz de distinguir entre o bem e o mal... farei o que você pediu. Eu lhe darei um coração sábio e capaz de discernir, de modo que nunca houve nem haverá ninguém como você.” (I Reis 3:9, 12) (NVI).

Ao ascender ao trono de seu pai Davi, o inexperiente Salomão compreendeu a necessidade de sabedoria e entendimento. Ele sabia que o juízo humano era insuficiente para os futuros deveres, inadequado para decidir com justiça os processos que lhe seriam trazidos e para discernir entre o bem e o mal.

O CORAÇÃO DIVIDIDO

“Pois tem mente dividida é instável em tudo o que faz.” (Tg. 1:8) (NVI).

O que Tiago condena é uma é uma atitude que questiona se é possível confiar em Deus e na Sua palavra – uma lealdade dividida. A atitude de desconfiança e de suspeita para com Deus nos envenena a alma, impossibilitando a alegria.*

O CORAÇÃO QUE NÃO PERDOA

“Perdoai e sereis perdoados.” (Lc. 6:37).

Nenhum princípio do cristianismo se eleva mais do que o perdão – e nenhum é mais contrário ao coração natural. A cena do Salvador morrendo na cruz pelos pecados da humanidade sempre permanecerá como o mais sublime do coração perdoador. Ele orou: “Pai, perdoa-lhes...” (Lc. 23:34).

O coração que não perdoa não se acerta com Deus, porque está cheio de amargor, malícia e vingança. Nenhum ensinamento da Palavra de Deus é mais claro do que este: “Se...não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.” (Mt. 6:15).

Caleb Young, após cuidadosa investigação, achou que havia sido muito severo a sentença que levou um jovem à prisão perpétua. Após insistentes apelos ao governador, conseguiu finalmente o perdão para o criminoso. Com a absolvição no bolso, foi à penitenciária para dar as boas novas ao prisioneiro. No diálogo que se seguiu, perguntou o Sr. Young: “Que faria você hoje se fosse solto da prisão?” Respondeu o Jovem: “Se me deixassem sair daqui, procuraria o juiz que me condenou e o mataria. Daí eu pegaria o promotor que fez a acusação e as testemunhas que prestaram depoimento contra mim e os matariam um a um.” O Sr. Young não fez nenhuma menção sobre o perdão. Pelo contrário, saiu da cela e da prisão. Já na calçada, rasgou o perdão em vários pedacinhos.

Disse João: “Quem afirma estar na luz mas odeia seu irmão, continua nas trevas... Quem odeia seu irmão é assassino, e vocês sabem que nenhum assassino tem a vida eterna em si mesmo.” (I Jo. 2:9; 3:15) (NVI). E o apóstolo Paulo acrescenta: “Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo.” (Ef. 4:32) (NVI).

Ao coração que não perdoa é impossível adorar a Deus, porque Deus não pode aceitar a adoração de um coração assim. Sabiamente, disse alguém: “Aquele que não perdoa aos outros derruba a própria ponte pela qual precisa passar, pois todos têm necessidade de ser perdoados.” Se há em seu coração qualquer desejo mal, qualquer impulso de “desforrar”, ou de vingar, é vã a sua adoração. Mais que isto, é inútil buscar a misericórdia de Deus a menos que você tenha misericórdia, pois o pré-requisito essencial para obter o perdão de Deus é chegar com um coração perdoador.

(Fonte: Ano Bíblico – Bíb. Estudo Vida*.)

Fonte: Mauro C. Graner
Criada: 27/04/2003

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